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Roteiro do Fado
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O fado é a expressão musical de Lisboa, numa fórmula de origens pouco conhecidas, mas sempre associada à história desta cidade. Em 1840, o fado era ainda visto como a música dos marinheiros que atracavam ao largo de Lisboa. Maria Severa, Carlos do Carmo e, mais recentemente, Camané popularizaram o fado, mas nenhum chegou tão longe como Amália Rodrigues (1929-1999). Foi esta diva que deu projeção internacional a este estilo musical, que canta temas como a saudade, a desgraça, a tragédia, o amor e os ciúmes. Desde 2011, que o fado é considerado património da humanidade pela Unesco, um reconhecimento que ajuda a revitalizar um género, que é cada vez mais visto como a mais genuína expressão musical portuguesa. Com sorte, ainda hoje podemos escutar o típico fado vadio, a sua forma mais pura e tradicional, num qualquer recanto de Alfama.

classificação
10 /10
desde 5

1 - Casa-Museu Amália Rodrigues

A visita à casa-museu Amália Rodrigues começa na sala de estar, onde repousam uma guitarra do século XIX, várias gravações e condecorações que a fadista recebeu ao longo da sua carreira. Segue-se a sala de jantar, cuja mesa está posta e devidamente preparada para uma noite de festa. A visita culmina com uma passagem pelo quarto de dormir de Amália: é aqui que se encontram os objetos intimos da diva do fado, como perfumes, vestidos, sapatos e jóias. Este percurso pela casa e memórias de Amália Rodrigues realiza-se sempre com a ajuda de um guia e tem uma duração aproximada de 30 minutos.

classificação
9,5 /10

2 - Museu do Fado

Expõe ainda as pinturas O Fado de José Malhoa (1910), o tríptico O Marinheiro de Constantino Fernandes (1913) e o painel lenticular O Mais Português dos Quadros a Óleo de João Vieira (2005), que reproduzem o ambiente boémio do fado. O museu do Fado exibe também inúmeros testemunhos como jornais, fotografias, cartazes, partituras, instrumentos musicais, fonogramas, trajes e adereços de atuação, troféus e carteiras profissionais. Este museu realiza também exposições periódicas e dispõe de uma escola, promovendo a interpretação do fado e a aprendizagem da guitarra portuguesa.

classificação
5 /10

3 - Casa da Severa

A Casa da Severa é um espaço pequeno, com uma dezena de mesas e que recria o ambiente de uma antiga casa de fados lisboeta. Há fados todas as noites, numa programação em que também têm lugar tertúlias e exibições de filmes, sempre a propósito do fado. Por aqui misturam-se gentes de muitas proveniências, desde músicos, atores, jornalistas, até moradores dos ruelas vizinhas. Quem por ali passa e já não consegue entrar, deixa-se ficar pela escadaria frontal ou pela rua circundante, para onde as dão as janelas que deixam sair as vozes do fado.

classificação
5 /10

4 - Tasca do Jaime

Durante estas tardes de fado, sucedem-se as vozes, auxiliadas por um microfone que cai do teto e que vai passando de mão em mão, dando oportunidade a todos. Tudo ao estilo típico das antigas tascas lisboetas. Nas paredes estão visíveis inúmeras fotografias que recordam a cena fadista. O consumo faz-se à volta de jarros de vinho tinto e verde e petiscos variados, como uns afamados pastéis de bacalhau. Os donos, com a sua simpatia, estimulam um ambiente de grande descontração e convívio. Pela grande afluência, aconselha-se que chegue cedo à Tasca do Jaime nos dias de fado, para garantir um lugar sentado no interior.

classificação
5 /10

5 - Café Luso

No Café Luso, a cozinha é portuguesa num registo modernizado, com algumas evidentes influências regionais. Para petiscar, encontra caldo verde, broa, enchidos e queijos. Mas as especialidades da casa são o bacalhau à Alentejo (frito em cebolada e com açorda de coentros) e uma versão gourmet de cozido à portuguesa. A garrafeira oferece uma listagem apreciável de vinhos nacionais. Por esta casa passaram já grandes nomes da história do fado, como Amália Rodrigues, Alfredo Marceneiro e Tony de Matos. O fado continua a ouvir-se diariamente no Café Luso, a partir das 21h00. É possível assistir a todas estas atuações, pagando um valor de consumo mínimo.

classificação
5 /10

6 - Bela de Alfama

A decoração da Bela é atípica, considerando que todas as mesas e cadeiras são diferentes. E as peças restauradas que revestem as paredes desta tasca foram recolhidas da rua. Adicionalmente, a Bela pede caricaturas aos artistas que por ali vão passando, emoldura-as e coloca-as também na parede. Para completar, comprou espelhos e quando pensou no que fazer com as ementas, colocou-as em garrafas de vinho vazias. Neste cenário, cruzam-se habitantes locais e lisboetas em passeio, ao mesmo tempo que vão entrando e saindo grupos de turistas com vontade de conhecer um sítio que já se tornou afamado.

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